Air Celebration, La libération a toujours été là.

Sessão 03 – Meditação 03 – Existe uma singularidade? – A consciência

08/06/2014


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Eu lhes proponho instalar-se confortavelmente e colocar sua atenção na ponta do dedo indicador da mão direita, para sentir o que acontece nesse nível, seja físico, energético, pouco importa...

Tomem o tempo para, verdadeiramente, estar em contato com o que acontece na ponta do indicador...

E vamos, agora, fazer a mesma coisa na ponta do indicador da mão esquerda...

Vamos posicionar-nos de tal maneira que se possa observar, simultaneamente, o que acontece ao nível do indicador da mão direita e aquele da mão esquerda...

Vamos, agora, colocar nossa atenção ao nível do chacra do Coração... e observar o que acontece ao nível do chacra do Coração e ao nível dos indicadores da mão esquerda e da mão direita, simultaneamente...

E, se puderem, adicionem o hálux do pé direito e aquele do pé esquerdo, mas, sempre, simultaneamente com os outros pontos que se tem observado...

E, agora, ao mesmo tempo permanecendo em contato com os diferentes pontos, vamos deslocar o observador para incluir o conjunto de pessoas que estão nesta sala ou, mesmo, de maneira muito mais ampla.
E, sempre, em contato com os diferentes pontos...

Vocês podem tentar expandir-se no conjunto do Universo, sempre permanecendo em contato com o indicador das duas mãos, os dedões dos pés e o chacra do Coração...

E, progressivamente, vocês vão abrir os olhos e voltar ao tema que nos interessa: existe uma singularidade?
Pode-se dizer: «bem, não há relação...», mas existe uma singularidade no observador?
Acabamos de experimentar que, de fato, o observador podia posicionar-se em diferentes pontos do corpo, portanto, acabamos de constatar que o observador tinha a capacidade de multi-posicionar-se.
E, se você conseguiu colocar o observador no conjunto do Universo, você pôde ver que o observador não estava, unicamente, posicionado no corpo.
Então, se existe um observador capaz de multi-posicionar-se e de colocar-se por toda a parte na Criação, isso abre a possibilidade para o fato de que haveria um único observador, multi-posicionado.
E pode-se, também, cada um, lembrar-se das diferentes experiências de fusão que se pôde viver, nas quais a consciência era colocada em outro ser, fundindo-se com uma árvore...
Ou, talvez, você possa sentir o que acontece no corpo de uma pessoa em alguns momentos, notadamente durante as reuniões com Philippe de Lyon.
Muitas pessoas testemunham que sentem absolutamente tudo o que é dado ao nível dos pontos para cada pessoa.
E, então, isso nos leva a reconhecer, em todo caso, a possibilidade de que não haja n consciências ou n observadores, mas que há uma (ou um) que se divide, sem dividir-se, uma vez que ela/ele permanece inteiro(a) a cada vez.
Assim, nessa fase, não se pode dizer, com certeza, «é isso», mas não se pode dizer que a presença do observador nesse corpo é de maneira, certamente, única e separada dos outros observadores.

Aí, eu lhes deixo o tempo para, efetivamente, sentir em si, e viver, no observador, tudo o que se está partilhando...

E, aí, começa-se a estar um pouco no final de nossa pesquisa para ter a certeza de que existe uma singularidade, uma vez que, de fato, não a encontramos ao nível dos pensamentos, não a encontramos ao nível do corpo.
O próprio observador não parece provar a existência da singularidade.

Então, se vocês têm ideias do lugar onde poderia estar a singularidade, esse será o momento de continuar a escavar, porque se poderia dizer: «será que as emoções são o sinal de nossa singularidade?», mas, muito rapidamente, vamos dar-nos conta de que, aí também, é difícil de ir procurar a prova da singularidade ao nível das emoções, ainda que apenas pela experiência do que se poderia chamar de ondas emocionais coletivas, ou se vocês se encontram em um lugar no qual todo mundo está eufórico, todo mundo está na alegria, isso terá tendência a levá-los à alegria, exceto se o mental misture-se e venha dizer-lhe «ah, bem, eles estão todos na alegria e eu estou em dificuldade, então, é ainda pior», mas, de qualquer modo, a emoção que vem é alimentada pelo que acontece.

Há um momento, que é muito difícil a ver, eu diria, essa partilha emocional e o conjunto de egrégoras que se instauram, é no momento de mortes, no qual algumas pessoas choram, elas não sabem porquê.
E vocês podem viver situações nas quais, subitamente, a tristeza chega, enquanto vocês estavam completamente em paz com a morte.
Eu não sei se vocês tiveram a oportunidade de ir ler um texto no momento de uma morte, no púlpito, na igreja.
É um lugar que eu lhes aconselho, para experimentar o que é tomar a descarga emocional das pessoas que estão na igreja, das egrégoras no local em relação à morte.
Você pode chegar na completa alegria, porque você partilhou com a pessoa falecida, você sabe que tudo está bem.
Na alegria, você chega ao púlpito e, aí, de repente, você se derrete em lágrimas, sem saber porquê.

Portanto, tudo nos leva ao fato de que as emoções que nos atravessam, ou que atravessam esse corpo, não provam a existência de uma singularidade.
Então, poder-se-ia escavar de maneira um pouco mais importante nesse nível, mas, se você ainda não tem a convicção de que, com o que se acaba de ver concernente às emoções, isso basta para eliminar a certeza de uma singularidade – procura-se a certeza de uma singularidade – eu o convido a escavar por si mesmo.

E eu lhes proponho tomar alguns minutos e tentar observar, em si, se há um lugar no qual você encontre uma pista para escavar, que permitiria identificar a singularidade...

Se você tem pistas, vamos escavá-las juntos, e vamos ficar aí, para esta meditação.

 
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