Air Celebration, La libération a toujours été là.

Sessão 03 – Meditação 04 – Existe uma singularidade? – Unidade

08/06/2014


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Então, vamos instalar-nos, confortavelmente...
E assim, acabamos de passar dois dias a procurar a singularidade que não encontramos.
Nós não encontramos a prova da singularidade.
Observamos que, cada vez que se constatava que não havia singularidade em diferentes aspectos, seja ao nível dos pensamentos, seja ao nível do corpo, das emoções, do observador, a cada vez, isso nos instalava, de maneira muito mais profunda, na Paz...

Então, nós vivemos no mito de uma pessoa que não encontramos há muito tempo.
E eu lhes proponho observar, tendo soltado esse mito da pessoa, seja definitivamente, seja temporariamente, ver e viver, em nós, o que isso muda...
Primeiro ver que, ao nível do corpo, o fato de que não haja ninguém nada muda no funcionamento do corpo, a não ser, efetivamente, talvez, a sensação de espaço... e, de repente, talvez, também, uma delimitação do corpo muito menos clara, possibilidades de expansão... ou de dissolução total...

Pode-se, também, constatar que há, sempre, pensamentos que vêm apresentar-se a nós, talvez, em um ritmo mais calmo, contudo.
E, de qualquer modo, dado que não há mais ninguém, pelo menos durante o tempo dessa meditação, não há mais ninguém para vir prender um pensamento e dele fazer «seu» pensamento...
É o mesmo para as emoções, que podem passar sem serem apropriadas, sem que haja alguém que venha dizer-se: «eu estou triste», «eu estou feliz», «eu estou com raiva».
Pode-se, também, observar que, se não há ninguém, se não há singularidade, o observador coloca-se de uma maneira diferente, eu diria, mais recuada...

Se o lugar foi, verdadeiramente, deixado livre de alguém, então, a um dado momento, pode aparecer não a noção de alguém no interior, mas a noção do Um, a noção da Fonte, do Bem Amado, instalado, que não vai procurar modificar o que quer que seja ligado a um conforto pessoal, uma vez que isso desapareceu, mas que vai, simplesmente, preencher, eu diria, viver o Amor total...
E, naquele momento, não há mais interior ou exterior, não há mais do que o UM...

Tranquilamente, quando se estiver pronto, reabriremos os olhos, tentando permanecer colocado na Paz... não deixando voltar à dianteira da cena a adesão a uma individualidade.



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