Air Celebration, La libération a toujours été là.

Sessão 04 – Meditação 05 – Observar: dissolver

22/08/2014


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Vamos começar por centrar-nos e ver o que está em movimento, observar o que acontece... e voltar à fonte de toda observação, fonte que não pode ser percebida...

[silêncio]

Se, a um dado momento, pensamentos vêm («será que sou, efetivamente, a fonte da observação?», «será que eu estou, efetivamente, no puro testemunho?»), olhe os pensamentos, deixe-os passar...

Assim que você não é mais identificado ao que acontece, mas você é isso, ou o que percebe o que acontece..., então, instantaneamente, instala-se, eu diria, uma transformação que não pode ser percebida assim.
Essa transformação vem fazer subir à superfície da consciência diferentes coisas, quer seja por sensações físicas, quer seja por pensamentos...
Tudo isso não necessita ser seguido, compreendido, isso vem, simplesmente, ser apresentado a quem percebe, e isso vem, poder-se-ia dizer, purificar tudo o que é visto, tudo o que é percebido...

[silêncio]

Tudo isso contribui para levar o mental a reconhecer a Verdade do que é, não para compreendê-la, simplesmente, para não mais esconder essa Verdade.
Para retomar o exemplo da lua que seria o mental, e do sol – o que é, em Verdade –, o mental tem tendência a vir colocar-se diante do sol, criando um eclipse.

Então, simplesmente, deixe desfilar o que se apresenta, deixe o mental purificar-se...

Onde quer que você esteja localizado, assim que você observa, o processo desencadeia-se, esse processo de purificação desencadeia-se, poder-se-ia dizer: esse processo de cura, de cura no sentido de restauração do funcionamento natural...

Então, diferentes coisas podem apresentar-se, o que pode dar a impressão de vir perturbar a observação.
Mas, na realidade, isso vem, simplesmente, apresentar-se para ser visto.
Por exemplo, pode-se apresentar a noção «estou entediado» ou qualquer outra noção.
Não procure, mesmo, ver o que quer que seja concernente a isso.
Veja, simplesmente, o pensamento, permaneça na observação.

Você pode, igualmente, sentir que, após um pensamento vir apresentar-se, quer ele seja observado, dissolvido, isso pode ter repercussões diretas, instantâneas no corpo, com sensações de relaxamento, por exemplo, ou uma sensação desconfortável, pouco importa.
Aí também, permaneça, simplesmente, na percepção...

[silêncio]

Assim, permanecendo tranquilo, o puro testemunho vem eliminar os desejos, os medos...

Assim, você deixa a Graça revelar-se, apresentar, na superfície, o que ela deseja, curar o que ela deseja, sem ser concernido... porque o que o que quer que aconteça no que é percebido, isso não afeta, de modo algum, o puro testemunho...

Assim é o puro testemunho, que você é, que vem fazer a limpeza, que vem dissolver a ilusão.
Poder-se-ia dizer que o puro testemunho leva à Liberdade, enquanto a Liberdade sempre esteve aí...

[silêncio]

Poder-se-ia resumir isso assim: há necessidade de toda sua vigilância para não deixar o mental diante do sol, simplesmente, colocando-se no que percebe, e não mais no que é percebido, e, em seguida, tudo se faz, tudo se revela sem qualquer necessidade de qualquer ação de sua parte.

Então, eu diria que o que se poderia chamar esse processo, essa purificação, essa alquimia, tem necessidade de certo tempo, na medida que necessita fazer voltar a subir o conjunto de medos, de desejos à superfície.
Sem que você tenha que procurar os medos e os desejos: tudo isso se faz por si mesmo.
Se você procura fazer subir um desejo, você pode, então, simplesmente, observar que há, em você, o desejo de controlar.

Vamos ficar aí, por hoje.
Vamos abrir os olhos, suavemente, permanecendo colocados no testemunho.

 
 
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