Air Celebration, La libération a toujours été là.

Sessão 04 – Meditação 06 – O Contentamento do Si

23/08/2014


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Eu lhe proponho voltar a colocar-se no Si...
De fato, você pode, à escolha, voltar ao pensamento «eu sou», ao qual nada pode ser acrescentado..., ou você pode observar uma sensação física no corpo... e constatar que você está colocado no observador e, em seguida, observar o observador...

[silêncio]

Você pode observar a respiração a partir do «eu sou»… , sem forçá-la...

Se você está instalado no «eu sou »…, se o sentido de uma pessoa desapareceu em você, substitua por «eu sou», você pode fazer a tentativa de abrir os olhos e observar o que antes eram as pessoas na sala e que, assim que você é «eu sou», são percebidas como «eu sou»…

Se você continua a perceber as outras pessoas, é que você não está colocado no «eu sou»…

E se você vê «eu sou», se reconhece que tudo é «eu sou», que tudo é Um, então, você sente, certamente, uma alegria revelar-se, pelo simples fato de reconhecer «eu sou» ao nível de cada percepção.

E se é o caso, você pode mover uma mão, por exemplo, e sentir que esse próprio movimento leva a uma alegria no «eu sou»…

[silêncio]

Isso nos leva a essa noção de Sat-Chit-Ananda que, para retomar as palavras de Sri Nisargadatta: «Sat» que significa Ser, «Chit», Sabedoria, e «Ananda», Contentamento, ao em uma cronologia, mas em algo de simultâneo.
Assim que você É, a sabedoria aparece pelo conhecimento instantâneo da Verdade.
E o Contentamento está aí, instantaneamente, ligado ao reconhecimento de «eu sou», «eu sou» que se reconhece a si mesmo...

[silêncio]

Então, se eu evoco, novamente, o Si, hoje, enquanto nós vimos, ontem, que permanecer no puro testemunho levava à transformação e à pura Verdade no que você é, é, simplesmente, que, se em alguns momentos, você está, de novo, identificado à pessoal, é, por vezes, difícil reencontrar o puro testemunho, por vezes, difícil extrair-se da pessoa e, naquele momento, o Si pode ser, eu diria, não uma etapa, mas um lugar de refúgio, que vai permitir a você extrair-se da pessoa, ao mesmo tempo tendo, ainda, a potência da manifestação do Si.
O que faz com que possa ser mais fácil instalar-se no Si do que no puro testemunho.

Nesse caso, permaneça no Si, afirme o Si o tempo necessário.
Quando eu digo o tempo necessário, isso pode ser vários dias, semanas, meses, cabe a você ver, até o momento em que você se sentir próximo a questão: «Mas quem percebe o Si? Quem percebe o que eu sou?».
Mas não há necessidade de forçar essa questão.
Aí está.

A vigilância que você pôde experimentar durante esta semana deve levá-lo à mesma vigilância a cada dia.
É preciso que, em você, haja essa convicção de que essa simples vigilância é, finalmente, a única coisa que você pode oferecer-se, e de que não há qualquer dúvida de que a pessoa tem numerosas estratégias para fazê-lo crer o contrário.

Então, não se esqueça de que a Graça leva-os, traz-lhes tudo, tudo a ver.
Então, forçosamente, essas estratégias, vocês terão que vê-las.
Não procurem, particularmente, compreendê-las, não procurem lutar contra, apenas olhem-nas.

Eu diria que a multidão de pensamentos que podem ser enviados é muito numerosa, como aquele: «aí está, eu me cortei do puro testemunho, eu me cortei do Si».
Naquele momento, lembre-se de que você não pode ser cortado do que você é, que o «eu estou cortado é, simplesmente, um pensamento que está fazendo você crer que está cortado.

Ou, então, se a Graça traz-lhe uma experiência, você pode ter a impressão de que é preciso atravessar, ou seja, viver o sofrimento até o fim, mas não há fim no sofrimento...
Então, eu diria, uma das armadilhas frequentes, isso poderia ser a autocompaixão: «Eu sofro, aí, eu tenho uma prova muito importante, e eu a atravesso».
E, de repente, a autocompaixão leva-o a reconhecer essa prova, reconhecer seu sofrimento e, portanto, reconhecer que há uma pessoa.
Se você quer ter a compaixão para consigo mesmo, reconheça que não há ninguém.
A quem chega esse sofrimento?

Você pode jogar muito tempo com o sofrimento?
Aliás, você sempre jogou muito tempo com o sofrimento.

Então, meu convite para os dias, as semanas que vêm, é permanecer forte, forte na observação, forte naquele que percebe tudo o que é.

 
 
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