Air Celebration, La libération a toujours été là.

A natureza da Consciência - 4:15 (19/02/2014)



    

Questão: A questão que me veio ontem, durante o satsang, é: «por que a consciência cola?» e, ao mesmo tempo, esta manhã, isso me levou, também, a repensar no: «por que ela existe?».
Isso não foi em uma expectativa de saber, mas, mais, de ver o processo, talvez, para dele desprender-se.


Air: Isso nos leva a: «em qual polaridade encontra-se a consciência», uma vez que, de fato, o conjunto do mundo é desenvolvido a partir de duas polaridades, que se pode chamar espírito/matéria, masculino/feminino, pouco importa.
A consciência coloca-se ao nível do espírito, ao nível do masculino.
É o que está por trás de toda a criação e, ao mesmo tempo, ali se projeta e não é manifestado, propriamente falando.

Na polaridade feminina, há a criação na matéria, portanto, é bastante fácil reconhecer: há corpo, está-se no que é visto.
Os sentidos pertencem ao feminino; o falar pertence ao feminino, toda expressão na criação pertence ao feminino.

A consciência é o que vem dar vida a isso, e é o que vem testemunhar a existência disso.
Então, por que a consciência cola?
Porque é a natureza dela.
Qual é a natureza dela na Unidade?
É, simplesmente, reencontrar-se em um corpo, observando o que eu sou em outro corpo ou em uma árvore ou no conjunto da criação e viver o fluxo de Amor.
Eu sou testemunha de mim mesmo e vivo o Amor do Um ao Um.
Aí está o que permite o fato da consciência existir.

Questão: É como uma experimentação, de fato?

Air: É uma experimentação, sim, exatamente.

Questão: Do que se é...


Air: Sim, poder-se-ia dizer que, através de cada projeção, eu vejo uma face do que eu sou.
Em muitas tradições, é feita referência às noções de espelho, que o outro é um espelho.
No início interpreta-se – como é um espelho – para ver os defeitos, para ver em que isso dói etc.
Mas não, é um espelho total.
Um espelho não é algo que viria mostrar-me o que, em mim, não convém, não vai.
O outro é o Um, da mesma maneira que, nesse corpo, há apenas o Um.

Então, quando a ilusão desaparece, o que é que resta?
Será que a experimentação para?
Não, resta o Um, que reconhece o Um e que apenas pode viver o Amor.
Aí está para que isso serve.
É simples.


Proposto por Air
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