Air Celebration, La libération a toujours été là.

Absoluto e consciência - 13:50 (06/12/2013)



    

Questão: Por que começar a falar do Absoluto, uma vez que cada um, aqui, terá, necessariamente, seus pensamentos que vão voltar-se para o Absoluto que ele não é ou não ainda?
Dizem-nos, também, que se pensamos no Absoluto, ele se vai, rapidamente.


Air: A primeira questão que eu poderia fazer-lhe é: «será que o fato de não falar disso faz com que ele esteja aí?
Não, então, finalmente, não se tem grande risco, pode-se continuar!

O fato de falar do Absoluto, tal como o fazemos agora, não tem por objetivo tentar compreender o Absoluto, mas viver o mecanismo que permite reconhecer o Absoluto.
Não se trata, tampouco, de ali aceder, uma vez que ali já estamos.

Por qual mecanismo eu posso reconhecer o Absoluto?
O que eu posso «fazer» - mesmo se nada há a fazer aí – que vá permitir reconhecer o Absoluto?
A primeira coisa importante para reconhecer o Absoluto é que é preciso reconhecer o véu que impede de ali aceder.

Pode-se falar disso, porque o véu que impede de aceder o Absoluto, conhece-se muito bem, tão bem que se tem a impressão de que é nós mesmos...

Daí esse princípio da refutação, que foi partilhado por Bidi (ndr: interveniente canalizado por outros canais do Coletivo do Um).
Basicamente, o que se acredita bem conhecer não nos leva ao Absoluto e, ademais, isso não é o que se é.

Se não me engano, havia sido dito, quando das intervenções de Bidi, que o processo (ndr: a refutação) devia durar durante vinte e um dias no máximo.
Em caso de falha – se não se tivesse vivido o Absoluto – havia sido dito que, após esse prazo de vinte e um dias, era melhor parar a refutação.

Então, por que voltar a falar disso hoje?
Porque, hoje, vai-se tentar abordar o assunto de maneira diferente.
Por que é preciso parar, se não se reconheceu o Absoluto rapidamente?
Simplesmente porque, se a técnica da refutação foi começada, instaurada e o Absoluto não foi reconhecido, isso significa que a personalidade instaurou um sistema para bloquear o reconhecimento do Absoluto, significa que o mental está recuperando os assuntos abordados para fazer crescer o ego, mas não para reconhecer o Absoluto.
Isso significa que há um momento no qual se entra no: «nutrir o ego», ao invés de nutrir o reconhecimento do Absoluto.
Aí está porque é preciso, o tempo todo, mudar de estratégia.

O ponto fundamental que vai permitir reconhecer o Absoluto é que vamos mudar o posicionamento da consciência.
Se a consciência está focada na meditação, em um objeto da meditação, no Si, é preciso que a desprendamos, deixemos de colocá-la na personalidade, para que haja um movimento da consciência e que se possa reconhecer esse movimento da consciência.
Naquele momento, poder-se-á reconhecer a consciência e, se reconhecemos a consciência, então, pode-se reconhecer a a-consciência.

Eu falei disso ao nível das conversas (ndr: isso faz referência a textos publicados na rubrica «Conversas» desse site, ver: guia Liberação e Consciência) e aí está porque falar diferentemente do que tem sido feito pode levar a esse movimento da consciência.

Na mesma lógica, dado que há o Absoluto, poder-se-ia, também, perguntar-se porque ter mensagens de diferentes intervenientes, concernentes à Ascensão, concernentes ao ser, e o que é que isso pode ter a ver com o Absoluto?
Já tivemos a resposta: «nada» e, ao mesmo tempo, gostaria de dizer que isso dá possibilidades de deslocar a consciência.
Porque, se a um dado momento, estamos instalados na personalidade, e vamos instalar-nos no ser em meditação ou com uma canalização, aí, houve um deslocamento da consciência e, nesse movimento da consciência há um segundo, um instante no qual a consciência flutua.
Se reconhecemos esse instante, esse instante que acontece como um raio vai prolongar-se.
Se conseguimos permanecer em suspensão, vamos reconhecer o Absoluto.

Q.: Não é fácil deslocar a consciência...

Air: Se permanecemos na personalidade, efetivamente, isso não é fácil, mas, a partir do momento em que se medita, no qual se vive as Vibrações – nas canalizações, por exemplo, ou outros apoios, a Vibração com cristais, uma fusão com uma árvore – aí, houve um movimento da consciência.
Não o reconhecemos porque, naquele momento, diz-se: «aí, eu estou em comunhão com a árvore», mas o que aconteceu naquele momento?
A consciência foi encontrar a consciência da árvore e comungar com a consciência da árvore.
Finalmente, há muitos movimentos da consciência, exceto que não se procura, verdadeiramente, reconhecê-los.

Q.: E há, sempre, o mental que vem desviar a rota, justo no momento em que se estava, talvez, basculando.


Air: É, sobretudo, a consciência que faz o trabalho.
Isso quer dizer que a consciência vai descolar-se da personalidade para ir colar-se – por exemplo – ao nível da consciência da árvore.
Ela se descola para voltar a colar-se imediatamente.
Há, portanto, um tempo muito, muito limitado para ir reconhecer a consciência.
Além disso, estamos habituados a reconhecer o que é vivido através da consciência, portanto, aí, temos um pequeno problema, porque vamos tentar utilizar a consciência para reconhecer a consciência, o que não vai ser possível.

Esse termo de «a consciência» é utilizado sem parar (e eu o tenho utilizado durante anos), mas no dia em que eu reconheci o que era a consciência, eu me disse: «de que eu falava quando utilizava o termo consciência»?
Eu tinha, verdadeiramente, a impressão de que a noção «de estar na consciência» é algo de...
Há muitos ensinamentos que parecem dizer que é o máximo, então, eu não sei de que eu falava quando, à época, eu falava da consciência.

Em todo caso, fiquei surpreso de descobrir que a consciência era uma cola ‘’Shwoo!’’, que vem pendurar-se na personalidade e hop!, de repente: «eu sou David» ‘’Shwoo!’’ e, de repente, isso vai colar no Si, ok: «eu sou».

Q.: E, portanto, é no intervalo que é preciso...

Air: No intervalo entre os dois há um momento em que a consciência flutua, uma vez que há um momento em que ela solta a pessoa – a personalidade – para ir colar no Si ou em outra coisa.

Q.: E para você, como isso aconteceu, justamente, a visão pura da consciência – de fato, a realidade – nesse intervalo de que você fala?


Air: Eu, primeiro, apenas senti um flutuar, apenas senti que havia algo em suspensão, e eu não procurei compreender o que estava em suspensão, eu não procurei colocar a compreensão nisso.
Na primeira vez, eu apenas reconheci que havia, ali, um estado que eu não conhecia.
Eu não procurei apropriar-me dele, apenas conservar a suspensão, mantê-la.
Então, no dia seguinte, ou dois dias depois, nesse tempo de suspensão – que, de repente, foi um pouquinho mais longo do que de hábito – eu vi o jogo da consciência que estava se descolando de um lugar para ir colar-se em outro e, de repente, ela dissolveu, completamente, seu poder de cola, instantaneamente.




Proposto por Air.
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